Whitacre e a Comunidade
Eric Whitacre conseguiu mais uma vez. Compositor renomado, apesar de jovem, o norte-americano alcança duas de suas maiores proezas esse ano: estreará sua ópera Paradise Lost (baseada na obra de John Milton) no Carnegie Hall em junho e conseguiu se estabelecer ainda mais entre a comunidade de admiradores e intérpretes de sua obra.
Suas obras para coro são bastante disseminadas nos Estados Unidos, devido não só à qualidade das obras como ao grande espectro de dificuldade para o qual compõe: suas peças englobam todos os níveis dos syllabus americanos. Não bastasse a grande abrangência que coros (e obras corais) alcançam, Whitacre não parou aí e deu início a sua empreitada de um coro virtual há cerca de um ano. Até então, cercado por outros trabalhos, conseguiu realizar duas peças suas, ambas de grande sucesso: Lux Aurumque e Sleep. Apesar de Lux Aurumque ter sido realizada e disponibilizada a bem menos tempo (no tempo desse artigo: há três semanas, contra nove meses do lançamento de Sleep), o vídeo já alcançou mais de 450 mil exibições, mais de quatro vezes o número de exibições da outra peça. Confira o vídeo de Lux Aurumque (e garanta mais uma exibição pra conta):
Por que esse artigo é sobre o coro virtual e não a estreia de sua ópera no famoso Carnegie Hall? Porque Whitacre fez um avanço significativo no que diz respeito à comunidade. Sua música chegou em ainda mais pessoas e as razões podem variar desde o inocente "assista, porque eu participei!" até um negativo "coro virtual, a nova moda da internet". O que não faltam são organizações (bandas, orquestras, coros, escolas) procurando divulgação e o que seria melhor do que fazer algo novo com um grande grupo (coro) de pessoas? A divulgação ocorre naturalmente a partir daí. Ponto para Whitacre.
O canal do YouTube do coro virtual ainda revela um mapa mundi do alcance do projeto. Talvez o plano seja conseguir participação de todos os países?



